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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

LULA ENTREGA ECT NAS MÃOS DA PRIVATARIA* E DOS TERCEIRIZADOS

Mesmo sem aprovação da legislação que define a ECT como S/A e sua conseqüente privatização Lula entrega diretoria da empresa ao comando das ACFs e dos terceirizados.

O presidente Lula promoveu a troca de comando na diretoria ECT com o discurso superação da crise no sistema postal do país e combater o fisiologismo partidário, para evitar a contaminação política de sua candidata à presidente, que pagava ônus pelo aparelhamento dos Correios, levado a efeito pelo Governo Lula e para ser justo, de todos os seus antecessores.

O discurso do governo não conseguiu se sustentar nem um mês, primeiro foi a entrega da presidência da ECT para o senhor David Mattos, indicado pelo Senado Gin Argello do PTB do Distrito Federal e dono da maior agência franqueada do DF e uma das maiores do país. Depois a imprensa denuncia que o Diretor de Operações nomeado por Lula Eduardo Artur Rodrigues é dono de uma empresa aérea de transporte de mala posta que atua na mais importante linha da RPN.

Assim os dois mais importantes cargo na empresa, a Presidência e Diretoria de Operações, estão entregue nas mãos ACFs e das companhias aéreas que terceirizam serviços da ECT. Assim fica claro que não passa de balela essa história de plano de contingência para evitar o apagão postal com o fechamento das ACFs e o fim dos contratos superfaturados das companhias aéreas.

O plano de contingência proposto pela empresa não evitará o colapso do serviço de atendimento postal no país que hoje já trabalha acima do limite e não tem estrutura funcional, muito menos física para absorver um aumento de 40%, ou seja, o plano de contingência visa justificar a manutenção com mais vantagens das “licitações” das ACFs. Da mesma forma serão tratados os contratos da RPN.

Veja em anexo matéria do Jornal O estado de São Paulo sobre as “atividades empresariais” do Diretor de Operações da ECT nomeado por Lula a pedido de seu compadre que advoga para as empresas aéreas.

Um abraço
Ezequiel
   
* O termo Privataria mescla as palavras privatização e pirataria e é utilizado para descrever o processo de privatizações de empresas estatais no Brasil.


sábado, 28 de agosto de 2010

Novo diretor de Operações dos Correios assume sob nuvem de suspeita

O título da reportagem já diz muita coisa heheh imaginem o que deve ter atrás dessa "nuvem de suspeita"...


Novo diretor de Operações dos Correios assume sob nuvem de suspeita

O novo diretor de Operações dos Correios, Eduardo Artur Rodrigues da Silva, assume o cargo cheio de problemas.

28 Ago 2010 . 13:05 h . Agência Estado .

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demitiu no dia 28 de julho a cúpula dos Correios por temer que o fisiologismo partidário ampliasse a crise administrativa na estatal e respingasse na campanha eleitoral, mas a iniciativa pode ter sido infrutífera. O novo diretor de Operações dos Correios, Eduardo Artur Rodrigues da Silva, assume o cargo sob uma nuvem de suspeita.

Conhecido no setor da carga aérea como "coronel Artur" ou "coronel Quaquá", ele chegou à estatal com o apoio do compadre de Lula, o advogado Roberto Teixeira. Presidia uma empresa de transporte de mala postal, a Master Top Linhas Aéreas (MTA). Vinte dias antes de ser escolhido para a função, a MTA arrematou o contrato de uma das principais linhas da estatal, a Linha 12, que opera no trecho Manaus-Brasília-São Paulo. A empresa, com sede em Campinas, venceu o pregão eletrônico com o lance de R$ 44,9 milhões.

Charge: Corrupção nos Correios

Confira aqui.

ECT acusa franqueados de 'roubar' os bancos e empresas de telefonia em 'concorrência desleal'

A Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) quer retomar o filé do serviço de encomendas para grandes clientes corporativos, como bancos e operadoras de telefonia, que paulatinamente foram parar nas mãos dos franqueados.

Pelo menos R$ 1,5 bilhão está em jogo, razão pela qual os Correios querem tirar das franquias esses clientes, considerados estratégicos pela estatal.

Multinacionais voltam atenção para os Correios

Karla Mendes / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
As multinacionais estão de olho no mercado dos Correios. A indefinição sobre a licitação das agências franqueadas da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), com data limite para ocorrer até 10 de novembro, deixa à mercê das empresas estrangeiras que operam no Brasil o mercado milionário dos serviços que a estatal não detém o monopólio, a exemplo do envio de mala direta e de encomendas.


Operação de guerra nos Correios

A estatal lança um plano emergencial para conter a crise das agências franqueadas, mas ainda há risco de um apagão postal

Por Rodolfo Borges
Os Correios iniciaram uma operação de guerra para minimizar os efeitos que o impasse com suas 1.415 agências franqueadas devem provocar a partir do dia 10 de novembro.

Pauta dos trabalhadores aprovada na base foi protocolada em Brasília


Campanha Salarial dos Correios 2010.
Pauta dos trabalhadores aprovada na base foi protocolada em Brasília no dia 25 de agosto 2010. 

Os Representantes dos sindicatos de oposição a maioria da FENTECT (federação nacional dos trabalhadores em empresa de correios telégrafos e similar) protocolaram neste ultimo dia 25 de agosto na direção central dos correios em Brasília a pauta de reivindicação dos trabalhadores construída e aprovada nos assembléias entre os dias 10 a 19 de agosto. No ato da entrega da pauta estiveram presente 08(oito) sindicatos do bloco; SINTECT-PB, SINTECT-PE, SINTECT-AM, SINTECT-GO, SINTCOM-PR, SINTECT-RS, SINTECT-VP, SINTECT-SJO, mais os diretores da FENTECT que fazem parte da frente de oposição, Geraldinho- CSP-CONLUTAS, Nilson MRL e Henrique Ecetistas em Luta.

Nem o presidente, Jose Davi de matos e nem o diretor de gestão de pessoas, Nelson oliveira de Freitas quiseram receber os representantes dos sindicatos do bloco. Após insistimos que queríamos ser recebido o coordenador do comitê permanente de relação do trabalho (CPRT)Manoel Cantoara recebeu os representantes dos sindicatos, mais segundo ele não podia receber a pauta, porque se fizesse isso estaria aceitando discutir campanha salarial em 2010.

Os representantes do bloco deixaram bem claro para a direção da empresa que a pauta da campanha foi aprovada pelos os trabalhadores em assembléias na base destes sindicatos que assinaram a pauta e que vão lutar ate o fim para fazer a campanha salarial 2010. 

O bloco avalia que nas assembléias marcada para o dia 01 de Setembro em todo pais vamos discutir nestas, com todos os trabalhadores o fortalecimento da nossa campanha pela a base e atropelar os pelegos traidores que assinaram o acordo bianual. 

Caiu a ficha: Como os sindicalistas governistas não tem coragem de explicar para os trabalhadores que o acordo bianual que eles assinaram só terá 0,1% de repasse este mês, e muitos trabalhadores achavam que neste mês de agosto receberiam 4,5% agora que os contra cheques eletrônico começaram a sair e ficou confirmado o reajuste de apenas 0,1% esta criando muita revolta na base. Neste sentido fazemos um chamado a todos os trabalhadores para encampar a proposta do bloco de fazer campanha salarial em 2010.

Campanha Salarial 2010 já!

Campanha salarial 2010 já! Esta é nossa palavra de ordem.

Em reunião no dia 07-08 na cidade de São Paulo, o bloco dos 17 sindicatos oposição a maioria da FENTECT que são contrários ao acordo bianual, decidiu unificar uma pauta de reivindicação e organizar a campanha salarial 2010.

Os representantes de diversos sindicatos que compõem a Frente de 17 sindicatos se reuniram na cidade de São Paulo e decidiram apresentar uma pauta de reivindicação unificada para ser aprovada pelos trabalhadores nas assembléias do dia 10 a 17 de agosto, e a partir daí organizar a campanha salarial 2010 dos trabalhadores dos Correios.

As resoluções aprovadas na reunião de forma consensual, sem nenhuma votação, pois nos dias 21 a 24 de julho, data que deveria ser realizado o 29º. Conrep, os diretores da Fentect (ligados ao PT- PCdoB sabotaram o encontro, para que não houvesse a aprovação de campanha salarial, pois estavam em minoria, portanto perderiam todas as propostas que buscasse anular o fraudado acordo bianual.

Foram aprovadas pelos representantes dos sindicatos:

1 - Estabelecer um eixo de campanha com as seguintes questões:
  • Aumento real de salário de R$ 300,00 Linear a toda categoria;
  • Contra os Correios S.A;
  • Pela imediata realização do Concurso Publico;
  • Reposição da perdas salariais dos últimos anos de 35%

2 - Além deste eixo de campanha, a pauta de reivindicação se baseará na pauta de reivindicação de 2009.

3 - A pauta de reivindicação será defendida nas assembléias do dia 10 a 17 de agosto de 2010.

4 – Conforme deliberada na reunião do 07 – 08 , foi sistematizada a pauta no dia 19 de agosto  de 2010 e enviando para os sindicatos que são contra o acordo bianual, oposição a maioria da Federação.

5 - No dia 25 será realizado um ato público em Brasília, data que também será protocolada a pauta de reivindicação da campanha salarial de 2010 a ECT.

6 - No dia 01 de setembro os sindicatos deverão fazer assembléia para avaliação da campanha salarial 2010 e indicativo de greve dos trabalhadores dos correios para o dia 15 de setembro.

7 – No dia 03 de setembro haverá uma reunião em Brasília, às 18 horas entre os representantes dos sindicatos do Bloco de 17 sindicatos contrários ao acordo bianual e oposição à maioria da direção da Fentect.

8 – No dia 15 de setembro será decretada greve nacional da categoria dos correios se a direção da ECT não acatar nossas reivindicações.

Informativo Oposição CSP-Conlutas SP

Informativo do SINTECT/VP

A luta continua depois do "CONREP"

Companheiros e Companheiras,

No último Sábado, 07/08/2010, o Bloco de Oposição a FENTECT se reuniu em São Paulo , justamente para discutir os rumos da nossa categoria para o próximo período, uma vez que a ala governista e irresponsável da FENTECT não permitiu que os trabalhadores encaminhassem a Campanha Salarial desse ano no CONREP, pois esse era o sentimento não só dos trabalhadores que compõe o Bloco, mas também o sentimento dos delegados e delegadas honestos que compõe a ala governista e é com esses trabalhadores que temos que dialogar e não com a sua cúpula que se encontra totalmente burocratizada pelo sistema e as facilidades que o “sistema” proporciona.
Os interesses da Classe trabalhadora não podem e nem devem está sendo rifado por uma dúzia de sindicalistas que apóiam a política de cooptação do governo Lula e da ECT. Perdemos bons sindicalistas nesse processo de cooptação e hoje esses ex- "defensores" da classe, se é que algum dia defenderam realmente os interesses dos trabalhadores, se encontram totalmente corrompidos pelo “sistema” e outros tantos estão querendo pegar a “boquinha” com o próximo governo, mas para isso têm que mostrarem “fidelidade” a seus “superiores”.
Rifam a categoria a todo o momento, apoiando políticas como o POSTALPREV, o PCCS da ECT, o Acordo BIANUAL, entre outros, que não trazem nenhum beneficio para os trabalhadores Ecetistas, já para o governa e a ECT alguém tem duvida que eles foram e são beneficiados? Pois é, estamos vivendo “a era do vale tudo para se dá bem" e até quando os trabalhadores aceitarão que seus interesses sejam rifados em prol de uma dúzia de “dirigentes” sindicais ligados a ARTSIND/PT, CTB/PCdoB e ASS/PT que só olham para os seus interesses individuais?
O Bloco de Oposição composto pelas forças políticas Conlutas, MRL, MR, Ecetistas em Luta e Independentes, vem se fortalecendo a cada dia e sem duvida é um grupo político que mesmo com suas diferenças estão dispostos a levar adiante a luta dos Ecetistas contra o Governo, a ECT e a FENTECT. Nesse sentido, o desafio colocado é que nós façamos uma grande Campanha Extraordinária impulsionada pela BASE e esse não é qualquer desafio, pois teremos o governo, a Empresa e “nossa” Federação contra nós, mas com os trabalhadores do nosso lado podemos vencer mais esse desafio.
Ocorrerão até o dia 01 de Setembro/10 assembleias em todos os Sindicatos e o Bloco de Oposição a FENTECT estará disputando a consciência dos trabalhadores e trabalhadoras nessas assembleias, buscando dá encaminhamentos as deliberações aprovadas na reunião do Bloco em SP.

Em Pernambuco, os Trabalhadores se reuniram em assembléia no dia de ontem, 10/08/2010 e aprovaram as seguintes deliberações:

1 - REALIZAR CAMPANHA EXTRAORDINÁRIA COM OS SEGUINTES EIXOS: CONTRA OS CORREIOS S/A E A MP QUE CRIA AS SUBSÍDIARIAS! CONTRA A SOBRECARGA DE SERVIÇO NOS CORREIOS! IMEDIATA REALIZAÇÃO DO CONCURSO PÚBLICO, CONTRATAÇÃO JÁ! AUMENTO LINEAR DE R$ 300 (Trezentos Reais) INCORPORADO AOS SALÁRIOS! 35% REFERENTE À REPOSIÇÃO DAS PERDAS SALARIAIS; PLR LINEAR, SEM METAS E SEM CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO, NO VALOR DE R$ 2.000, entre outros;

2 - APROVAÇÃO DA PAUTA E CALENDÁRIO DE LUTA PROPOSTO PELO BLOCO DE OPOSIÇÃO A FENTECT;

3 - ESTADO DE GREVE E CONSTRUÇÃO DA GREVE PARA O DIA 15 DE SETEMBRO DE 2010.

Obs. No dia de ontem várias assembléias aprovaram a Campanha Extraordinária e segue a disputa. Será que os trabalhadores estão contentes com os R$ 0,80 (oitenta centavos) que vão ganhar de reajuste em média? A maioria da FENTECT defende essa proposta junto com o governo e a ECT! Vamos esperar mais 1 (um) ano para repor as nossas perdas? Ou vamos à luta? 


Um Forte Abraço e não esqueçam: A Luta Continua!

Hálisson
SINTECT/PE
CSP-Conlutas em Correios

Boletim Informativo CSP-Conlutas SC nº08 - Agosto/2010

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Mais uma vez o concurso público é cancelado.


No dia 30/07, o novo presidente dos Correios concedeu uma entrevista ao Correio Brasiliense (veja aqui) cujo título era: "Novo presidente dos Correios elege como prioridades o concurso e a licitação das franquias". Até novembro 400 contratos de franquias serão renovados.

Em 04/08, o presidente David José de Matos, deu mais uma barrigada e o concurso público não vai sair tão logo. Pelo visto ele não mentiu quando disse que o concurso público é sua prioridade heheh, veja a matéria abaixo:


Correios decidem adiar concurso marcado para setembro

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Vejam a entrevista do novo presidente dos Correios, no jornal Correio Brasiliense

Novo presidente dos Correios elege como prioridades o concurso e a licitação das franquias

Mariana Mainenti
Publicação: 30/07/2010 08:41

O engenheiro David José de Mattos abre a porta de sua sala na Novacap e logo pede desculpas: “Não reparem porque não tem mais quase nada aqui, estou me mudando”. Na entrevista concedida ao Correio Braziliense em seus últimos momentos como secretário-geral da estatal do GDF, Mattos conta como conheceu a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, na Eletronorte, onde ambos trabalhavam. “Ela era novinha, tinha 19 anos, trabalhava em outra divisão. Mas não era uma secretária, era muito mais do que isso”. Assim que assumiu a chefia de outra divisão, não teve dúvidas: convidou a então estudante de Direito para trabalhar com ele: “Em um mês, ela era o meu braço direito”.

Três décadas depois, é por indicação de Erenice Guerra que ele assume a Presidência dos Correios (ECT), com a missão de sanear a empresa, que perdeu credibilidade e eficiência nos últimos anos. “Foi um pedido do presidente (Lula) para que ela monitorasse essa mudança nos Correios. Recebi essa missão e vou tentar fazer o melhor possível”, afirma Mattos, que teve ontem sua primeira reunião com a diretoria da empresa. Além dos diretores e da ministra, estavam presentes os titulares das pastas do Planejamento, Paulo Bernardo, e das Comunicações, José Artur Filardi Leite.

Saiu de lá com o discurso afiado e com quatro prioridades: realizar o concurso para os Correios em setembro, fazer a licitação para as franquias da empresa até novembro, melhorar a autoestima dos funcionários e regularizar as entregas de encomendas por via aérea. Ele também promete fazer uma grande intervenção nas regionais da companhia, nas quais o aparelhamemento político é evidente. A briga de diversas correntes por poder é um dos principais motivos para os péssimos resultados da estatal.

Os Correios estavam nas mãos do PMDB de Minas Gerais. Agora, serão comandados pela ala do partido do Distrito Federal, que tem como principal líder Tadeu Filippelli, o vice da chapa do petista Agnelo Queiroz na disputa pelo comando da capital do país. A seguir, os principais trechos da entrevista.

Intervenção nas regionais da ECT

Quais serão as prioridades do senhor à frente dos Correios?
Depois das muitas acusações de irregularidades lá dentro, começou a haver uma pressão muito grande em cima dos empregados, de tal forma que eles perderam a segurança de trabalhar. Sentem-se acuados. A ideia é aproveitar esses cinco meses que tenho à frente da empresa para resolver algumas questões primordiais. Por exemplo, o concurso. Vão marcar a prova para 19 de setembro. Já externei a preocupação de que tudo ocorra sem problemas. Porque os últimos concursos no Brasil… Vira e mexe, existe vazamento de informações. Você já imaginou? Há um milhão de pessoas concorrendo a esses cargos. A gente tem, também, que atacar a questão da regularização da parte de encomendas áreas. Houve atraso na contratação, o que está afetando o desempenho dos Correios.


"Quando as encomendas atrasam, é lógico que as pessoas vão enviá-las de outra forma. Se elas chegarem no prazo certo, a tendência é que as receitas cresçam"

Depois do Plano de Demissão Voluntária (PDV), houve contratação de terceirizados. Essas empresas vão continuar trabalhando nos Correios?
Conversei hoje com os diretores e eles entendem que nós vamos precisar de uma terceirização para enfrentar a demanda de final de ano. Temos eleições, concursos do tipo do Enem, que exigem muito. Sem falar no Natal. Já está em andamento a contratação de pessoal temporário para cobrir a demanda. Com o concurso acontecendo em setembro, já nos primeiros meses de 2011 haverá a resposta e a mão de obra dos Correios voltará a ter o mínimo necessário.

Serão feitas licitações para as franquias?
Nós vamos fazer a licitação até novembro. É uma data fatal para os Correios.

Haverá espaço para modernizar os Correios?
Seria hipócrita da minha parte dizer isso. A gente tem que focar nesses assuntos em que pode interferir e melhorar. No próximo governo, a coisa já não estará como foi há dois, três meses atrás. Essa é a recomendação do presidente Lula, que nos foi passada pela ministra-chefe da Casa Civil. Nossa missão é recuperar a autoestima dos empregados e fazer com que os Correios possam superar essa crise.

É possível melhorar o tempo de entrega de encomendas?
Os Correios acontecem nas regionais. Em algumas delas, os índices de qualidade estão aquém daqueles que os Correios vinham adotando. O primeiro diagnóstico que a gente fez é que, talvez, o corpo central de Brasília tenha se distanciado das regionais e houve muita interferência na nomeação desse pessoal. Vamos ter que atuar nelas de tal forma que a gente exija o compromisso e possa mudar. Isso é imediato. Quando as encomendas atrasam, é lógico que as pessoas vão enviá-las de outra forma. Se elas chegarem no prazo certo, a tendência é que as receitas cresçam.

Como o senhor conheceu a ministra Erenice Guerra?
Eu trabalhava numa divisão da Eletronorte e ela, numa que era cliente do meu trabalho. Ela era novinha, tinha 19 anos e era secretária. Como tínhamos muito contato, percebi que ela era muito mais do que uma secretária. Era uma auxiliar lá dentro da divisão. Quando eu assumi um departamento, a primeira pessoa que eu convidei para trabalhar comigo foi ela, mas não mais como secretária. Foi para a gente trabalhar juntos. Ela estava fazendo o curso de direito. Trabalhamos juntos cinco anos e, depois, no governo do Cristovam Buarque, no GDF. Eu estava no Metrô. Ela sempre foi uma pessoa do PT.

Desde o começo, o senhor já via o potencial da atual ministra?
Sem dúvida. Sempre uso a história dela como exemplo. Às vezes, damos oportunidade para um monte de gente, mas 90% não aproveitam a chance. Em menos de um mês, ela era meu braço direito, porque realmente se destacava das outras pessoas. Essa amizade continua, apesar de a gente ter se afastado. Ela foi para o Ministério de Minas e Energia e eu fiquei no governo do Distrito Federal. No ano passado, conversamos para eu ocupar um outro cargo no governo federal, mas acabamos achando que, naquele momento, não era uma boa. Agora, a pedido do presidente, ela precisou fazer essa mudança nos Correios e me convocou. Não tinha como dizer não. Tenho certeza de que, se fosse o contrário, se eu precisasse dela, ela viria também. Essa relação de amizade, de confiança, ajuda. Eu posso contar com ela e ela sabe que pode contar comigo.

No ano passado, o senhor foi chamado para que cargo?
Era na Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Não era de diretor, mas numa área muito importante, de concessão. Um cargo complicado porque era muita demanda e, naquele momento, achei que não era interessante. Até porque era mais na área de usinas e o meu perfil como engenheiro é em sistemas. Deixamos de lado. Agora, recebi essa missão e vou tentar fazer o melhor possível.

Há quanto tempo o senhor conhece a ministra?
Hoje, na reunião, falei que nós trabalhamos juntos há 30 anos e ela me deu uma bronca. Mas ela era uma menina. Foi na década de 1980. De 1980 a 1985, ela estava em outra divisão e, de 1985 a 1990, trabalhamos lado a lado. A minha amizade com o (deputado federal pelo PMDB, Tadeu) Filippelli também começa na Eletronorte. Ele trabalhava com ela, na mesma divisão. É uma amizade que a gente tem há mais de 30 anos. Por isso, eu não podia negar esse convite que ela me fez.

A sua indicação passou pelo deputado Filippelli?
Logicamente, ela sabe da minha amizade com o Filippelli. Se eu fosse ligado a um deputado que tivesse qualquer rolo ou não fosse uma pessoa séria, pode ter certeza de que, apesar de a gente ser amigo, ela não teria me convidado. A participação do Filippelli nessa história é que ela sabia que teria o respaldo não só do PMDB de Brasília, mas do PMDB nacional. Foi tudo coincidência das nossas relações de amizade e, ao mesmo tempo, de ser ele o presidente do PMDB no Distrito Federal. O apoio político dele e o apoio técnico e pessoal dela é que fizeram com que eu fosse escolhido.

Confira aqui.