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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Desconto nos salários = PT ...lamentável

Companheiros e Companheiras,

Existem coisas que nós não podemos esquecer, como por exemplo, o dia de hoje: 27 de outubro de 2011. No dia de hoje, aqueles Ecetistas que tinham a mínima expectativa de que esteja no poder central do nosso país um partido de esquerda, um partido da classe trabalhadora, sentiram mais uma vez o peso do “Partido dos Trabalhadores (PT)”. Hoje houve descontos no salário dos trabalhadores sem respeitar a margem máxima de desconto e nem se quer tiveram a capacidade de avisar que os descontos seriam todos realizados no final desse mês. Primeira hora pra cá...primeira hora pra lá...e nada sobre como se processaria o desconto nos salários dos Ecetistas grevistas. Aqui em Pernambuco a revolta era maior entre os mais antigos, pois disseram que nunca viram tamanho ataque ao “direito” de greve, como esse do governo da Dilma.

O PT escolheu o seu lado, não pensou nas nossas famílias, não pensou nas nossas obrigações, não pensou que todo mês contamos as moedas para sobreviver, pois bem...bravos lutadores e lutadoras...se esse governo acha que iremos vender a nossa dignidade como eles venderam e vendem, estão muito enganados...entre tantas frases que carrego comigo, existe uma que sempre me ajuda nos momentos mais difíceis da minha vida: “O QUE NÃO MATA, ENSINA A VIVER!”.

Tenham certeza de uma coisa, podem nos levar os 7 (sete) dias do nosso salário, mas tem algo que eles (Dilma (PT), Paulo Bernardo (PT), Wagner Pinheiro (PT) e Cia.), nunca conseguirão tirar de nós...a nossa disposição de lutar por um futuro melhor para os nossos filhos, netos, sobrinhos, etc...pois certamente, não é esse o modelo de governo que queremos deixar para as gerações futuras, pois é um governo que aparece com “pele de cordeiro”, mas é “um lobo voraz” que quer meter a mão no nosso dinheiro e continuar tirando nosso suor, sangue e saúde até a última gota, mas o movimento sindical tem o poder de renascer das próprias cinzas, foi assim no passado e é assim no presente.

Que saudades do PT da década de 80...aquele sim era o PARTIDO DOS TRABALHADORES, mas hoje...um partido que não se preocupa “com os seus” não merece ter na sua bandeira o nome dos TRABALHADORES...Essa “lição” não será esquecida petistas e tenham certeza de uma coisa: Ela terá retorno no momento certo, pois QUEM BATE ESQUECE, MAS QUEM APANHA NÃO ESQUECE NUNCA!

Lamentamos pelas nossas famílias que sentem nesse momento o peso da mão do governo Dilma naquele aluguel que não será pago, naquela escola que ficará para o próximo mês, naquelas contas que chegaram após nossa honrosa greve e que terão de esperar um pouco...Mas tenham certeza, tudo passará e nós ficaremos, com uma diferença, quando chegarmos em casa e dissermos o governo do PT é isso, o governo do PT é aquilo, antes criticados pelos nossos familiares e amigos, hoje, eles estão concordando conosco...definitivamente...o PT é o PARTIDO DOS TRAÍDORES!

E para aqueles que disserem: “mas foi o TST”, bom...eu também tenho o direito de acreditar em Papai Noel, Saci Pererê, A mula sem cabeça...blá...blá...blá...

“SONHAS E SERÁS LIVRE DE ESPIRITO, LUTAS E SERÁ LIVRE NA VIDA!”

SÓ A LUTA MUDA A VIDA, ENTÃO LUTE!

“UM CONTRA CHEQUE COM DESCONTO É UM DOCUMENTO DE PERSONALIDADE DE ALGUÉM QUE TEM AMOR PRÓPRIO!” (Alexandre Martins)

UM FORTE E FRATENO ABRAÇO AOS LUTADORES E LUTADORAS DA NOSSA TÃO SOFRIDA E GUERREIRA CATEGORIA, ESTAMOS JUNTOS...SEMPRE!

HÁLISSON
SINTECT/PE

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Orlando Silva deixa o ministério; veja a coletiva oficial na íntegra

Histórico dos Acordos Coletivos dos Correios


1988 – Greve de 13/07 a 11/08/1988 – conseguiram reajuste de 35% e mil funcionários foram demitidos – ACM.

1994 - Duas Greves ( 15 a 23/04/94 e 14 a 22/12/1994) – Sem acordo e sem aumento.

1995 – Greve de três dias (19 a 22/07/95) – Não houve aumento. Dissídio coletivo Processo DC 232576-95.6 TST

1997 – Greve de 19 dias (04 a 24/09/97) – Empresa concedeu uma referência salarial, instrumento já previsto no plano de cargo, para alguns empregados apenas e abono de R$ 200,00; Data base alterada de 01 de dezembro para 01/08 de cada ano.

1998 - 1999 – Sem greve – Aumento de 2% linear e abono mínimo de R$ 250,00 e máximo de R$ 460,00;

1999 - 2000 – Sem greve – Aumento de 2% e abono de mínimo de R$ 400,00 e máximo de R$ 1000,00;

2000 – 2001 – Greve – Dissídio coletivo via TST, apenas funcionários das referencias salariais 01 a 07, avançaram para a referência salarial 08. Em síntese quem era recém-contratado passou a ganhar o mesmo valor que um empregados que tinha mais de 05 anos de empresa e ainda perdura até hoje. Demais ficaram sem aumento.

2001 – 2002 – Sem greve – Aumento linear de 6% e abono com valores de R$ 800 a R$ 1.000,00.

2002 - 2003 – Sem greve – Aumento linear de 4% + avanço de uma referência salarial, instrumento previsto no plano de cargo e abono em parcela única de R$ 1000,00 para todos.

2003 – 2004 - Greve de 05 dias ( 11 a 15/09/2003) – Reajuste Linear de 6% + 02 referencias salariais para empregados das RS 01 a RS 27, 01 referencia salarial para aqueles enquadrados nas referencias salariais - RS 28 e a partir de 01/01/2004 foi concedido mais uma referência salarial para empregados enquadrados nas RS 09 a 29. Santa confusão. Empregados mais velhos ficaram sem aumentos e foram discriminados. Achatamento salarial para quem tinha mais de 10 anos de empresa na época.

2004 - 2005 – Greve de nove dias ( 15 a 22/09/2004) – Reajuste linear de 6,81% + abono linear de R$ 400,00 e novamente, concessão de 01 referência salarial para empregados admitidos até 31/04/2004, a partir da data base e em 01/03/2005, uma referência salarial para empregados admitidos até 01/03/2002. Nova confusão e achatamento salarial ao se utilizar um instrumento previsto no plano de cargo para não dar aumento na data base e iludir o trabalhador. Nos meses previstos para tais promoções por mérito e antiguidade veio vento.

2005 – 2006 – Greve - Reajuste linear de 7,07% + uma referência salarial para os empregados admitidos até 31/07/2005.

2006 - 2007 – Greve de oito dias ( 13 a 21 setembro ) - Reajuste linear de 6,% na data base 01/08/2006 + 3% a partir de 01/03/2007. Data base em 01/08/2006 e aumento foi dado em 01/03/2007.

2007 - 2008 – Greve – Conseguiu aumento linear de 3,74% e aumento linear de R$ 60,00 sobre o salário base, atingindo apenas o ganho de alguns empregados.

2008 - 2009 - Greve – Conseguiu 9% linear na data base (01/08) e mais R$ 100,00 linear a partir de 01/01/2010.

2010 – Não houve acordo coletivo. Sem reajuste.

2009 – 2011 - Greve - Conseguiu 9% linear na data base (01/08) e mais R$ 100,00 linear a partir de 01/01/2010. O valor fixo atingiu apenas o salário base de alguns empregados.

2011 – 2012 - Greve de 28 dias – Conseguiu 6,87% linear e R$ 80,00 linear a partir de outubro de 2011.

Regras de Compensação da ECT


Primavera Árabe já custou mais de US$ 55 bilhões



DA REUTERS, EM LONDRES

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

15-O: Manifestações se espalham pelo mundo em protesto contra a crise econômica

Este dia 15-O virou uma verdadeira onda de protestos pelo mundo. Isto, no mesmo final de semana quando acontece uma reunião do G-20, na França. Milhares foram as ruas para se manifestar, entre outras bandeiras, contra a ‘ganância coporativa’, contra o desemprego e a redução de direitos.

Segundo o site da organização 15october.net., este 15 de outubro seria um dia para “unir nossa voz e dizer aos políticos e às elites financeira que cabe a nós, o povo, decidir nosso futuro”.


Grito On-line - Orientações do SINTECT/PE


SINTECT/VP: Correio do Trabalhador Nº 53

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Trabalhador dos Correios avalia greve e decisão do TST na histórica greve de 28 dias

Para o membro da FNTC (Frente Nacional dos Trabalhadores dos Correios), Geraldo Rodrigues, o Geraldinho, da oposição à maioria da Fentect, a proposta do TST, lamentavelmente, se limitou à retomar a primeira proposta da empresa, realizada na primeira audiência.

De acordo com Geraldinho, que acompanhou o julgamento, o sentimento da base da categoria é de muita revolta. “Foi a primeira vez na história que a ECT determinou o corte nos salários de grevistas. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, chegou a comparar na imprensa a greve com férias, o que nos deixou indignados”, disse.

Nesta quinta-feira acontecem as assembléias da categoria em diversos estados, onde decidem sobre a decisão da justiça numa mobilização que já é considerada histórica dos trabalhadores dos Correios.

Geraldo dá entrevista para o site da CSP-Conlutas.

Qual a importância dessa greve para a categoria?
GR – Essa é uma greve histórica. Foram 28 dias, com um movimento firme, coeso, os trabalhadores estavam decididos a lutar pelo o que queriam. Estavam tão decididos que num determinado momento atropelaram a direção majoritária da Fentect (PT/CUT e PCdoB/CTB) em todo o país. Foi no dia 4 de outubro, quando a maioria do Comando Nacional de Greve firmou acordo com a direção da empresa durante audiência de conciliação no TST abrindo mão dos dias parados. A Fentect orientou a aprovação da proposta nas assembleias do dia seguinte, mesmo assim todos os 35 sindicatos que compõem a Federação a rejeitaram nas assembléias. Principalmente neste momento vimos a força do movimento. Os trabalhadores dos Correios saem mais fortalecidos depois dessa luta.

A que você atribui a essa radicalização dos trabalhadores dos Correios?
GR - A imprensa e o próprio TST acusaram ‘grupos de esquerda’ supostamente infiltrados nas assembleias, pela não aprovação do acordo. O que determinou tal rebelião, porém, foi o sentimento de revolta de uma categoria com 110 mil trabalhadores que tem um salário base de R$ 807, e que ainda tem de conviver com jornadas extenuantes de trabalho, muitas vezes em situações perigosas. Foi isso o que fez essa greve ser forte. Além disso, os trabalhadores não queriam que se repetisse a experiência do acordo bianual de 2009 que, ao longo desses dois anos, impediu que tivéssemos campanha salarial. Esse acordo também contribuiu para os ataques à categoria como por exemplo a aprovação da MP 532 que abre o capital da empresa. Isso foi feito de maneira conscientemente pelo sindicato com o consentimento de Dilma.

Como foi a atuação da direção da ECT nesta greve?
GR – A empresa possui uma direção toda do PT, “partido dos trabalhadores”, sendo assim, a categoria acreditava que pudesse haver uma facilidade na negociação, porém, na realidade, ocorreu o oposto, a empresa cortou o ponto e recorreu ao TST. Também foi bastante truculenta, o que indignou a todos, principalmente porque é uma direção vinda do PT. Não querer negociar durante a greve, descontar os dias da forma como foi feito, só assistimos isso em épocas de ditadura e com empresas reconhecidamente truculentas no trato com os trabalhadores. No início, a empresa se recusava a conceder reajuste real, e aceitava apenas repor a inflação. Após as primeiras semanas de forte paralisação, o governo orientava conceder aumento real, mas só após 2012. Agora, mesmo a determinação rebaixada do TST o reajuste real já está contemplado.

E a atuação da maioria da direção do movimento, como foi?
GR – Em momentos importantes da greve a maioria da Fentect tentou jogar contra o movimento, mas foi atropelada. Mesmo quando saiu a decisão do TST, o secretário Geral da Fentect, José Rivaldo da Silva (Talibã), culpou os próprios trabalhadores pelo resultado do julgamento dizendo que foi uma decisão dos próprios trabalhadores deixar o caso ir a dissídio. Essa não é uma postura que a direção de uma categoria deveria ter?

A que você atribui esse endurecimento nas negociações dessa greve?
GR – Ao governo Dilma que, em nome do ajuste fiscal e o “combate à inflação”, orientou diretamente os ministros e diretores das estatais a não concederem reajuste real este ano e a endurecerem com os trabalhadores em greve. É esse o motivo pelo qual os bancários dos bancos públicos e os servidores batem de frente com uma intransigência e truculência pouco vistas antes. Esse é o real motivo para tanta dureza e truculência por parte da empresa na nossa greve. O governo Dilma já começou a jogar sobre as costas dos trabalhadores as consequências da crise econômica lá fora. Mesmo dizendo que a economia do país está crescendo. Se está crescendo queremos o que nos cabe, o nosso aumento e melhores condições de trabalho.

Nem empresa nem governo entraram no mérito da privatização da empresa…
Pois é, essa foi uma outra questão importante na nossa greve. A maioria da direção da Fentect, apesar da radicalização da base da categoria, tentou impedir que a greve batesse de frente com o governo. Eles não levaram a cabo a denúncia e a exigência para que Dilma vete a MP 532, medida que abre o capital dos Correios e inicia sua privatização. Essa bandeira foi levada somente pela FNTC e a CSP-Conlutas.

E depois da greve, quais as perspectivas da categoria?
Acho importante sairmos de cabeça erguida. Os milhares de trabalhadores dos Correios que protagonizaram uma das mais fortes greves dos últimos anos devem ser sentir orgulhosos. Nós fomos capazes de fazer isso, de lutar pelo o que nos é de direito. Acho que demos uma grande exemplo de luta e combatividade às demais categorias. Essa greve deve nos mostrar a força que temos e vamos continuar lutando. Queremos sim salários melhores, queremos sim melhores condições de trabalho e vamos lutar para a que a empresa continue sendo estatal, estaremos na luta contra a privatização.

www.cspconlutas.org.br

Uma breve avaliação da Greve dos Correios

Esta já é a maior greve já realizada pela categoria de todos os tempos que enfrentou a truculência da direção dos Correios Governo e TST.
Companheiros/as em nossa breve avaliação queremos nos dirigir a todos os ecetistas, chamando todos os lutadores de Guerreiros que não abaixaram a cabeça para a truculência da direção dos Correios, do governo Dilma Rousseff e do próprio TST que utilizaram de todos os métodos para tentar derrotar a nossa greve. Não foram poucas as ameaças que sofremos da direção dos Correios com a orientação do governo através do ministro Paulo Bernardo, que demoraram 14 dias para reabrir as negociações, onde utilizaram o famoso bordão utilizado na época do Toninho Malvadeza dizendo que não iria negociar com os trabalhadores em greve, mas a força da nossa greve forçou a empresa a retomar as negociações. Mesmo assim, continuaram com a intransigência, onde só queriam garantir aumento real para o ano que vem. Mais uma vez, os forçamos a propor Aumento real ainda para este ano, mesmo não sendo o que reivindicamos, podemos considerar uma vitória do movimento estas pequenas concessões.


Posição da maioria do comando foi determinante para não conseguirmos avançar mais
Infelizmente durante a nossa greve, a maioria do Comando de Negociações (Articulação Sindical, CTB e ASS) e o Secretário Geral da FENTECT mais uma vez não acompanharam a disposição de luta da categoria e aceitaram a proposta de conciliação feita pela ministra do TST. Mesmo assim, a categoria de forma inédita, rejeitou a proposta e continuou a greve em todo o país mesmo sabendo do risco que corria se a greve fosse julgada no TST, os trabalhadores não aceitaram a imposição da direção da ECT e governo em querer descontar parte dos dias da Greve e de não querer pagar o aumento real no mês de nossa data base. A nossa greve não é apenas por reajuste salarial, mas também por melhores condições de trabalho, contra a MP 532 que foi sancionada pela presidente Dilma, por um piso salarial descente, por mais contratações e principalmente contra a arrogância e intransigência da empresa e do governo que tentou desqualificar a nossa justa luta.


É preciso fazer uma reflexão de nossa greve
Companheiros/as, mesmo não termos conseguido com que todas as nossas reivindicações tenham sido atendidas, temos que sair desta greve com espírito de vitória, afinal enfrentamos um governo que fez de tudo para nos derrotar e não queria fazer nenhuma concessão. Se considerarmos que conseguimos aumento real ainda para este ano, que foi o principal embate na greve, que este aumento real é, mesmo que modesto um dos maiores conquistados nas campanhas salariais deste ano. Infelizmente não conseguimos o não desconto de todos os dias da greve, mas mesmo assim podemos considerar que valeu a pena a nossa luta e saímos dela de cabeça erguida e deixando claro para a direção da ECT e o governo que continuaremos mobilizados e lutando por um salário digno, melhores condições de trabalho e em defesa dos Correios público, 100% estatal e de qualidade.


Nossa orientação para asa Assembléias
Primeiramente queremos agradecer o apoio que recebemos de norte a sul de pais dos guerreiros desta categoria, esperamos ter representado bem a categoria nesta batalha.

A nossa orientação é para que decidamos pelo retorno ao trabalho obedecendo assim à decisão judicial do TST, mas que devemos continuar mobilizados na luta por melhores condições de trabalho, mais contratações através de concurso publico e manter a luta contra a MP 532, estamos propondo também que votemos que os trabalhos sejam retomados com a realização de operação padrão e vamos voltar de cabeça erguida e dizer para aqueles que tentaram nos derrotar que eles não conseguiram e que os guerreiros apenas voltaram ao quartel, mas que poderá voltar para o campo de batalha a qualquer momento.

Sem mais para o momento
Saudações a aqueles que têm coragem de lutar

Membros do Comando de Negociações da FENTECT
Jose G Almeida (Jacó) - CSP-Conlutas/FNTC
Evandro Leonir - MRL/CUT

Informe Jacó e Evandro sobre Julgamento do dissídio no TST

Companheiros/as 
na tarde de ontem foi julgado o dissídio de greve dos Correios no TST, no julgamento foi decidido por unanimidade que a nossa greve não é abusiva, porém decidiram também que os trabalhadores devem retornar ao trabalho a partir da 00:00 hora do dia 13/10/2011 sob pena de o sindicato pagar multa diária de R$ 50.000,00 (cinquenta mil Reais) por dia de descumprimento da sentença.

Em relação aos dias parados a decisão foi de descontar 7 dias e compensação dos outros 21 dias com trabalho nos finais de semana respeitando o descanso semanal legal, esta compensação poderá ser realizada até Maio de 2012 a convocação deverá ser feita com no mínimo 72 horas de antecedência, excessão deste final de semana onde todos já estão convocados conforme decisão do tribunal.

Mesmo com a discordância por parte da FENTECT, os ministros decidiram também julgar o dissídio coletivo e econômico, ou seja, as cláusulas do acordo coletivo de trabalho, no julgamento nas cláusulas econômicas foi decidido o reajuste salarial de 6,87% retroativo a agosto 2011, aumento linear de R$ 80,00 a partir de outubro, vale refeição no valor de R$ 25,00, vale cesta de R$ 140,00, ticket extra em dezembro. Em relação as demais cláusulas, praticamente foi mantido o acordo coletivo anterior com algumas alterações feitas durante as negociações e alteração principalmente da cláusula do desconto assistencial que foi alterada a redação pelo tribunal adequando as decisões já proferidas por eles.

Como podemos perceber a decisão do TST em relação ao desconto dos dias parados e em relação as cláusulas econômicas ficou praticamente igual ao acordo aceito pela maioria do Comando de Negociações e Secretário Geral da FENTECT na reunião de conciliação realizada no TST do dia 04/10/11 cito Articulação Sindical, ASS e CTB, acordo este rejeitado por todos os 35 sindicatos, ficou demonstrado que a posição do TST foi sempre idêntica a da direção da ECT inclusive nas audiências de conciliação demonstrando assim que a justiça neste pais tem lado e é o lado do patrão e dos poderosos deste pais.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

TST considera greve não abusiva e determina retorno ao trabalho


CAMARADAS

O JULGAMENTO NO TST FOI UM GRANDE ATAQUE AOS TRABALHADORES GREVISTAS QUE ESTÃO EM LUTA A QUASE 30 DIAS. COMO ERA DE SE ESPERAR A JUSTIÇA DO TRABALHO AGIU MAIS UMA VEZ PARA TENTAR POR FIM A ESTA GREVE HISTÓRICA QUE ENFRENTA A TRUCULÊNCIA DO GOVERNO DILMA QUE AGORA UTILIZA-SE DO JUDICIÁRIO PARA NOS ATACAR, INCLUSIVE COM MULTAS AOS SINDICATOS. NESTE MOMENTO PRECISAMOS NOS PREPARAR PARA ENFRENTAR INCLUSIVE A MAIORIA DA DIREÇÃO DA FENTECT QUE JÁ VINHA TENTANDO POR FIM A GREVE E ACEITAR A PROPOSTA DA ECT, CUMPRINDO MAIS UMA VEZ COM O  DE ALIADA DO GOVERNO FEDERAL E DA DIREÇÃO DA EMPRESA.

 

Notícias do Tribunal Superior do Trabalho


A Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do Tribunal Superior do Trabalho acaba de decidir que a greve dos empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) não é abusiva. Com o julgamento, a categoria deve retornar ao trabalho a partir da 0h de quinta-feira, 13 de outubro. A SDC fixou reajuste salarial de 6,87% a partir de agosto de 2011; aumento real no valor de R$80,00 a partir de 1º de outubro de 2011; vale extra de R$575,00, a ser pago no mês de dezembro de 2011, aos trabalhadores admitidos até 31 de julho de 2011; vale alimentação de R$ 25,00; e vale-cesta de R$ 140,00.

Dias parados
O ponto mais discutido do julgamento foi o tratamento a ser dispensado aos 21 dias de paralisação (que, com o acréscimo do repouso semanal remunerado, representam 28 dias). O relator, ministro Maurício Godinho Ddelgado, propunha a compensação total, por meio de trabalho aos sábados e domingos, e a devolução dos seis dias já descontados pela ECT. A segunda corrente, liderada pelo presidente do TST, ministro João Oreste Dalazen, defendia que, de acordo com a Lei de Greve (Lei nº 7783/1989), a paralisação significa a suspensão do contrato do trabalho, cabendo, portanto, o desconto integral dos dias parados. No final, prevaleceu a corrente liderada pelo corregedor-geral da Justiça do Trabalho, ministro Barros Levenhagen, que autoriza o desconto de sete dias e a compensação dos demais 21.

A compensação será feita até maio de 2012, aos sábados e domingos, conforme necessidade da ECT, observada a mobilidade de área territorial (na mesma região metropolitana e sem despesas de transporte para o trabalhador), e convocadas com pelo menos 72 horas de antecedência.

De acordo com o ministro Maurício Godinho Delgado, relator do dissídio na SDC, o direito de greve foi exercido pelos empregados da ECT dentro dos limites legais e não houve atentado à boa-fé coletiva. O ministro afirmou que “não se teve notícias de grandes incidentes durante todo o movimento da categoria profissional, nas mais de cinco mil unidades da empresa”.

(Augusto Fontenele e Carmem Feijó)

Processo: DC 6535-37.2011.5.00.0000

A Seção Especializada em Dissídios Coletivos é composta por nove ministros. São necessários pelo menos cinco ministros para o julgamento de dissídios coletivos de natureza econômica e jurídica, recursos contra decisões dos TRTs em dissídios coletivos, embargos infringentes e agravos de instrumento, além de revisão de suas próprias sentenças e homologação das conciliações feitas nos dissídios coletivos.

Leia aqui.

TST determina fim da greve dos Correios a partir de quinta

O TST (Tribunal Superior do Trabalho) determinou que os funcionários dos Correios em greve retornem ao trabalho a partir da zero hora de quinta-feira. A decisão do tribunal prevê reposição na inflação de 6,7% e um reajuste linear de R$ 80 a partir de outubro.

A multa diária por descumprimento é de R$ 50 mil para a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares).

Após diversas tentativas frustradas de acordo, o dissídio de greve foi julgado na tarde e noite de hoje no plenário do TST.

Os ministros do TST determinaram o desconto no salário dos grevistas de sete dias de paralisação. Os outros 21 serão repostos pelos funcionários em trabalho extra aos sábados e domingos.

A decisão contrariou o voto do relator do caso no tribunal, ministro Mauricio Godinho Delgado, que defendeu a reposição de todos os dias. O ministro argumentou que a greve corresponde a uma quebra no contrato de trabalho, mas que a decisão cabe a uma instância "normativa". Os Correios teriam se antecipado ao realizar o corte nos salários.

"Nossa proposta é que o pagamento pelos trabalhadores se faça pela prestação de serviços e não por descontos", afirmou o relator do caso.

Os ministros também foram unânimes ao afirmar que a greve dos servidores não é abusiva.

HISTÓRICO
A greve dos Correios começou no dia 14 de setembro (há 28 dias). A empresa manteve a versão durante toda a paralisação que a adesão não passou de 25% dos 110 mil funcionários em todo o país.

A maior parte dos funcionários que pararam as atividades foram carteiros, o que provocou atrasos na entrega.

Praticamente não houve fechamento de agências durante a paralisação, mas a empresa calcula que 184 milhões de cartas e encomendas atrasaram.

Nesse período, a empresa suspendeu os serviços com entrega marcada: Sedex 10, Sedex Hoje e Disque Coleta.

Leia aqui.

TST concede aumento de R$ 80 para funcionários dos Correios

Por enquanto, já decidiram o reajuste salarial, e estão discutindo sobre os dias parados:
http://www.jornalpequeno.com.br/2011/10/11/tst-concede-aumento-de-r-80-para-funcionarios-dos-correios-173255.htm

Acompanhe o Twitter do TST: http://twitter.com/#!/tst_oficial

Link do vídeo em tempo real: http://video1.tst.jus.br/aovivo/index.php?c=s